[LZ] Se você ainda não escutou a newsletter que enviamos na semana passada no formato podcast pode clicar aqui para acompanhar a conversa entre Paula Valansi e Paula Nicolay sobre quentinhas!
E caso você ouviu e ficou interessada em começar a produzir quentinhas também, nessa edição de planejamento alimentar estruturamos algumas dicas para que você possa começar com eficiência e sem frustrações.
Que somos grandes entusiastas do freezer e do planejamento alimentar vocês já estão carecas de saber. Não é a toa que ambas as séries são recorrentes aqui no Pitadas. Porém já mencionei anteriormente que no meu caso, não congelo quentinhas prontas e prefiro ter as proteínas congeladas, além de outros preparos coringa. No entanto, caso tivesse uma situação similar a da Paula Nicolay certamente estaria preparada para congelar marmitas com refeições completas. Já fiz muitas marmitas em outro momento da vida e tenho fotos para provar!
No bate-papo das Paulas vários benefícios ficam em evidência com a prática de produzir quentinhas, desde saber exatamente a qualidade dos ingredientes do que estamos consumindo, como a praticidade para alimentar a família e até economia doméstica! As marmitas podem ser um excelente aliado para reduzir os pedidos de comida prontas e até contribuir para uma alimentação mais saudável. As vezes, no cansaço do fim do dia super bate aquela vontade de pedir uma entrega de comida e se você tiver uma comida deliciosa prontinha de forma prática te esperando, pode mudar de ideia rapidinho. Comida deliciosa sim!
Outra grande vantagem de manter um estoque de marmitas é aliviar o fardo que é decidir o que comer todos os dias. A carga mental de todo o planejamento que acontece até a refeição estar pronta para ser consumida. Você pode construir um acervo de marmitas e fazer uso desse recurso nos dias em que você não tem disponibilidade para preparar a comida. Ou está sem saco!
E o primeiro grande passo para usufruir desse recurso prático é deixar de lado o preconceito com a comida congelada e reaquecida. Já falamos por aqui que o cenário em que existe disponibilidade de tempo para preparar todas as refeições do zero é inacessível para a grande maioria da população. Geral tá no corre, sem tempo irmão. Afinal, a quem interessa perpetuar esse mito de que comida de marmita não fica gostosa? Certamente não é do interesse de quem está cozinhando, planejando as refeições e colocando a mão na massa para preparar esse alimento.
E então, por onde começar?
Paula Nicolay levantou um ponto muito válido: comece aos poucos. Aproveite o momento que você está cozinhando uma refeição que você goste e aumente a receita. Prepare um pouco a mais. Com o que sobrou, prepare uma marmita. Congele e descongele. Teste se agradou o seu paladar ou se ajustes precisam ser feitos.
Mergulhar de cabeça em um projeto com muita ambição sem experiência abre margem para frustração. Se você nunca fez uma produção de marmitas em larga escala e decide se aventurar pela primeira vez com altas expectativas pode dar muito errado. Não comece fazendo um mega cardápio, uma compra gigantesca porque quando você chegar com os produtos do supermercado já vai estar arrependida antes mesmo de começar a cozinhar. É igual quando a gente decide arrumar o armário e tira tudo para fora e no meio do processo você começa a se questionar sobre o porque dessa ideia.
Então a dica de ouro é: ajuste suas expectativas. Comece aos poucos e vai testando o que funciona para você. Já imaginou que frustrante fazer uma mega compra, dedicar horas ao preparo das marmitas e na hora de comer você não ficar satisfeito com o resultado?
Uma estratégia que pode facilitar é fazer um preparo básico e multiplicar as aplicações, como por exemplo: preparar uma deliciosa carne moída enriquecida e fazer marmitas de lasanha, panqueca, arroz + feijão e carne moída. São três marmitas diferentes com um preparo básico que faz com que você não sinta que está comendo todos os dias a mesma comida.
Ter uma diversidade de marmitas no seu acervo também abre um leque maior de opções para atender demandas diferentes. Porque afinal não temos vontade de comer a mesma coisa todos os dias.



